
Tudo sobre o concurso de Guarda Municipal de Paulínia (Edital nº 01/2026, banca VUNESP): 40 vagas mais cadastro de reserva, R$ 8.179,91 por mês somando salário-base, periculosidade e benefícios, prova em 6 de dezembro — somente o que está no edital.
Três parcelas se somam. Sobre o salário-base incide o adicional de periculosidade de 30%, instituído pela Lei Complementar nº 139, de 30 de abril de 2026. Depois entram os R$ 1.300,00 em espécie (auxílios alimentação, saúde e transporte) e os R$ 800,00 de auxílio refeição em cartão, na forma da Lei Complementar nº 4.013/2021.
A mesma LC nº 139/2026 que institui a periculosidade é o Estatuto da Guarda de Paulínia — e está no conteúdo programático dos Conhecimentos Específicos. A lei que paga o adicional é a lei que cai na prova.
Fonte: Edital de Abertura de Inscrições nº 01/2026 — Prefeitura Municipal de Paulínia, sob organização e aplicação da Fundação VUNESP.
São 40 vagas mais cadastro de reserva. A reserva de 20% para pretos e pardos vem da Lei Municipal nº 3.979/2021 — e há uma cota de 10% para o sexo feminino, o que é incomum em concursos de guarda municipal.
A mesma lei que institui a periculosidade e cai na prova é a que desenha a carreira. São sete classes, da 6ª à Classe Especial, cada uma dividida em quatro letras (A a D) — 28 posições entre a entrada e o topo. O quadro efetivo da corporação é de 300 cargos.
Da 6ª Classe para a 5ª, e assim por diante até a Classe Especial. Exige, pelo art. 102: ser aprovado no estágio probatório, estar em efetivo exercício, entregar declaração de bens todo ano e não ter avaliação “Insatisfatória”, eliminatória ou nota zero em nenhum fator durante o interstício.
De A para B, de B para C, dentro da mesma classe. Pelo art. 103, valem as mesmas condições de desempenho e declaração de bens, com um interstício próprio — e mais curto no topo da carreira.
O art. 105 diz que não há limite de vagas por classe ou letra. Mas ele próprio ressalva o art. 99, que amarra tudo ao orçamento: as verbas de progressão entram em rubrica específica limitada a 2% da folha do ano anterior, e devem assegurar a progressão de ao menos 20% dos servidores a cada processo.
O §2º é explícito sobre o efeito disso: os integrantes são classificados anualmente em ordem decrescente de pontuação, e progridem apenas os que couberem no limite de recursos — “independentemente de terem cumprido o interstício ou outros requisitos habilitadores”. Ou seja: o tempo de casa habilita, mas quem sobe é quem está bem colocado no ranking daquele ano.
Aprovado neste concurso, você é nomeado na 6ª Classe, letra A — o primeiro dos 28 degraus. Daí em diante correm dois relógios ao mesmo tempo, e quem manda é o mais lento.
Aprovado no Curso de Formação, você é nomeado em caráter efetivo e começa o estágio probatório de 3 anos (art. 65, §2º).
Declarado apto no estágio probatório, você ganha a estabilidade. Progredir, ainda não: a 6ª Classe é o único grau que exige 4 anos de interstício, e não 3.
Cumprido o interstício, com avaliações sem conceito Insatisfatório e a declaração de bens em dia, seu nome pode entrar na lista de aptos.
O edital de progressão sai no Diário Oficial com o resultado das avaliações e os nomes dos aptos. Se o seu interstício fechou antes de novembro, você entra nessa lista; se fechou depois, espera a do ano seguinte (art. 104).
O Prefeito homologa o resultado até o último dia útil de janeiro e publica a lista dos contemplados.
Só aqui os efeitos financeiros começam. Somando o interstício ao calendário do processo, o primeiro aumento chega por volta de cinco anos depois da posse.
Para um dos dois — e a lei não fixa qual vem primeiro. O art. 98 fala em movimentação “entre graus e ou letras”, e o único veto é avançar mais de um grau ou mais de uma letra por processo.
Depois da 6ª Classe, o relógio acelera. O interstício cai de 4 para 3 anos. Se cada degrau vier no primeiro processo possível, o segundo chega no 7º ano de casa, o terceiro no 10º, e assim por diante — de três em três anos até a Classe Especial, onde o intervalo entre as letras cai para 2 anos.
Mas esse é o cenário mais rápido que a lei permite, não o provável. Cumprir o interstício habilita; não garante. Quem sobe em cada processo é quem couber no limite orçamentário do art. 99, na ordem da pontuação daquele ano.
Anexo II da LC nº 139/2026. São os valores fixados na lei, de 30 de abril de 2026 — o edital declara vencimento de R$ 4.676,85 para a 6ª Classe A, em valores de julho de 2026, já reajustados em relação à tabela abaixo.
| Classe | Letra A | Letra B | Letra C | Letra D |
|---|---|---|---|---|
| Classe Especialtopo | R$ 11.986,37 | R$ 12.505,38 | R$ 13.046,86 | R$ 13.611,79 |
| 1ª Classe | R$ 10.512,49 | R$ 10.854,47 | R$ 11.213,51 | R$ 11.590,51 |
| 2ª Classe | R$ 9.299,99 | R$ 9.581,29 | R$ 9.876,70 | R$ 10.186,84 |
| 3ª Classe | R$ 7.857,27 | R$ 8.230,83 | R$ 8.622,14 | R$ 9.032,06 |
| 4ª Classe | R$ 6.525,07 | R$ 6.835,29 | R$ 7.160,26 | R$ 7.500,67 |
| 5ª Classe | R$ 5.418,75 | R$ 5.676,37 | R$ 5.946,24 | R$ 6.228,93 |
| 6ª Classeentrada | R$ 4.500,00 | R$ 4.713,94 | R$ 4.938,05 | R$ 5.172,82 |
Da entrada ao topo, o vencimento-base vai de R$ 4.500,00 a R$ 13.611,79 — três vezes o valor inicial, sem contar a periculosidade nem os benefícios. Mas a escada tem 27 degraus, e cada um exige de dois a quatro anos de interstício, avaliação limpa e uma boa colocação no ranking do ano.
Atenção ao limite de idade: 40 anos contados até o último dia do período de inscrições, ou seja, até 08/10/2026.
60 questões de múltipla escolha com cinco alternativas, em 3 horas, na cidade de Paulínia. Só é permitido sair da sala após 2 horas.
Cinco provas, cada uma pontuada de 0 a 100. A média das cinco precisa chegar a 50 — e a nota entra na classificação final.
Apto ou inapto, conforme o perfil psicológico do Anexo V do edital, aferido por análise conjunta dos instrumentos aplicados.
Detecta uso de substâncias psicoativas e entorpecentes incompatíveis com o exercício do cargo.
Apura a conduta irrepreensível e a idoneidade moral do candidato.
Na Academia da GCM de Paulínia, com bolsa de R$ 3.741,48 por mês. Cinco Áreas de Estudo, nota mínima de 7,0 em cada uma e 90% de frequência. Sem número fixo de convocados.
O TAF aqui não é só APTO/INAPTO: a pontuação final é a soma da prova objetiva com a nota do teste físico. Treinar para passar raspando custa classificação — cada faixa a mais nas cinco provas vale ponto na lista final.
As etapas não se encadeiam todas do mesmo jeito. Só existe um corte por número no caminho inteiro; depois dele, duas passagens levam todo mundo; e a última não promete nada. Abaixo, o que cada transição diz no edital.
São convocados os candidatos habilitados E melhor classificados na objetiva, até o limite de 600 do quadro do item 8.23. É o único corte por quantidade do concurso: quem se habilita mas fica fora das 600 posições para aqui.
O edital é literal: “serão convocados para a avaliação psicológica TODOS os candidatos considerados habilitados no teste de aptidão física”. Não há corte, nem por nota nem por número.
Mesma construção: “serão convocados para o envio do laudo do exame toxicológico, TODOS os candidatos aptos na avaliação psicológica”. Aqui não se comparece a nada — envia-se o laudo.
Ela não se encerra quando o candidato é habilitado nessa etapa: estende-se até a data da posse, e a Comissão pode reexaminar fatos supervenientes a qualquer tempo. O inapto é eliminado a qualquer momento — ainda que já convocado para o Curso de Formação ou para a posse. A decisão final é do Corregedor Geral.
“Somente será convocado para matrícula no Curso de Formação o candidato considerado Apto em todas as etapas anteriores, observada, rigorosamente, a ordem de classificação.” Ser apto é condição para entrar na fila — o edital não diz que todos os aptos serão chamados, nem quando.
Como as duas passagens do meio levam todos, o grupo que chega ao fim do funil é, na prática, o que sobra das 600 do TAF depois das eliminações por desempenho físico, perfil psicológico, laudo toxicológico e conduta. Nenhum outro corte por quantidade aparece no caminho — e é desse grupo que saem as convocações do curso, na ordem de classificação.
Específicos tem 40 das 60 questões e peso 2. Na prática, dois terços da prova e o dobro do valor por questão.
Múltipla escolha com cinco alternativas, uma correta. Três horas de duração, com saída permitida só após duas.
NF = AG + (AE × 2) — acertos em Gerais mais o dobro dos acertos em Específicos. Dá uma escala de 0 a 100, e é preciso 50% de acertos para se habilitar.
São sete faixas por exercício: a primeira elimina, e as outras seis valem 50, 60, 70, 80, 90 e 100 pontos.
Somam-se as cinco notas e divide-se por cinco. Para ser apto, a média precisa ser igual ou superior a 50.
A pontuação final do concurso é a nota da objetiva mais a do TAF. Cada faixa a mais vale posição na lista.
Cair abaixo do piso elimina na hora — e o candidato não faz as provas seguintes. Some-se a isso a regra mais dura do edital: não há segunda tentativa em nenhuma das cinco. Quem chega no limite do índice mínimo não tem margem para um dia ruim.
Só vão ao teste físico os melhor classificados na prova objetiva, até o limite do quadro ao lado. Quem passa na objetiva mas fica fora do corte não chega a correr — são 15 candidatos por vaga na linha de largada do TAF.
Repetições (masc.) · isometria (fem.)
O homem se dependura com os cotovelos estendidos e flexiona até o queixo ultrapassar a barra, voltando à extensão total — só aí conta uma repetição. A mulher sobe com apoio, fica suspensa com o queixo acima da barra e o cronômetro corre enquanto ela sustentar a posição.
Original ou cópia autenticada, emitido em até 30 dias, dizendo expressamente que você está APTO para o teste — com nome, local, data, CRM e assinatura do médico. Sem ele, não faz a prova.
Portão fechado, candidato eliminado. Não há segunda chamada por motivo nenhum, e o Termo de Responsabilidade é assinado ali, no local.
Quem não apresentar documento de identificação válido é considerado ausente e eliminado do concurso — mesmo tendo comparecido.
Faixas do item 9.2 do Edital nº 01/2026. Uma leitura prática: tirar 50 em tudo dá exatamente a média mínima — sem folga. Quem quer usar o TAF a favor precisa subir de faixa onde treina melhor, porque a média perdoa uma prova fraca se as outras compensarem.
É fase do concurso, não treinamento pós-posse. Ministrado pela Academia da Guarda Civil Municipal de Paulínia e organizado pela Matriz Curricular Nacional para a Formação em Segurança Pública, com base no art. 64 da LC municipal nº 139/2026.
Quem entra vira Aluno GCM — condição que não gera vínculo empregatício nem estatutário com o município. Na prática, ainda não se é servidor.
80% do vencimento base da 6ª Classe, letra A. Já se recebe durante a formação, antes da posse — mas sem os benefícios e sem a periculosidade, que são do cargo.
Diferente do TAF, que tem quadro fechado em 600, o Curso de Formação não tem número no edital — nem mínimo, nem máximo. O texto define uma condição, não uma quantidade: “somente será convocado para matrícula no Curso de Formação o candidato considerado Apto em todas as etapas anteriores, observada, rigorosamente, a ordem de classificação”.
Repare no verbo: ser apto é o que permite ser chamado, não o que garante a chamada. A convocação sai de forma gradativa, em uma ou mais turmas, em datas definidas pela Administração conforme a sua conveniência, a disponibilidade de vagas na Academia e a necessidade do serviço. Aptidão põe o candidato na fila, por ordem de classificação; quantas turmas haverá e de que tamanho, o edital não diz.
É essa combinação — sem teto, em turmas sucessivas, mais o cadastro de reserva do quadro de cargos — que deixa o caminho aberto para chamar além das 40. O edital permite; não promete.
Além da nota, o edital institui uma Comissão de Acompanhamento e um psicólogo que avalia o Aluno GCM ao longo de todo o curso — e esse acompanhamento é eliminatório. Desliga a qualquer momento, em qualquer etapa da instrução, quem:
O desligamento passa por apuração sumária, com notificação, 3 dias úteis para defesa escrita e decisão fundamentada. Cabe recurso em 2 dias úteis.
Uma sutileza que costuma passar batido: o curso é “eliminatório e classificatório”, mas o edital diz que o caráter classificatório serve à formalidade cultural da corporação e à alocação entre as Superintendências — sem alterar a ordem de classificação já homologada. Some-se ao Capítulo 10, que define a pontuação final como a soma da objetiva com o TAF: a nota do curso não sobe ninguém na lista. Ela só pode tirar.
40 questões · peso 2
Sozinho vale o dobro dos Gerais e responde por dois terços da prova. É também o primeiro critério de desempate.
Estudar com o Monster→Repare no último item dos Específicos: a LC municipal nº 139, de 30 de abril de 2026, que é o Estatuto da própria Guarda de Paulínia. Lei nova, sem prova anterior — quem estuda vai direto à fonte.
Persistindo o empate, o edital prevê sorteio na presença dos candidatos envolvidos.
As datas das etapas seguintes — TAF, psicológica, toxicológico, investigação social e curso de formação — serão divulgadas no Diário Oficial do Município e no site da VUNESP.
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Conhecimentos Específicos valem 40 das 60 questões e peso 2 — e o TAF ainda soma ponto na classificação. Quem foca no que pesa chega na frente.