Polícia Penal RN: MP investiga anulação de provas
Publicado em 19 de outubro de 2026
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O Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu inquérito para avaliar se as provas do concurso da Polícia Penal RN, aplicadas em 13 de setembro, devem ser anuladas. Doze pessoas foram presas em flagrante durante o exame sob suspeita de fraude, dez delas em Mossoró e duas em Natal. A investigação, conduzida pela 70ª Promotoria de Justiça de Natal, examina esquemas que envolveram equipamentos eletrônicos clandestinos, transmissão de gabaritos por radiofrequência e fotografias do caderno de questões compartilhadas em tempo real.
260
vagas imediatas
R$ 5.681,78
salário máximo
12
pessoas presas
Situação do concurso
- Órgão
- Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte
- Estado
- Rio Grande do Norte
- Situação
- Prova aplicada
- Banca
- Instituto Avalia
- Data da prova
- 13/09/2026
- Vagas
- 260 vagas
- Remuneração
- Até R$ 5.681,78
- Cargos
- Policial Penal, Especialista em Assistência Penitenciária
O que aconteceu no dia da prova
Durante a aplicação das provas em 13 de setembro, a Polícia Civil flagrou 12 pessoas suspeitas de fraude nos municípios de Natal, Mossoró, Pau dos Ferros e Caicó. A investigação identificou três frentes de operação coordenadas.
Na primeira estratégia, candidatos ingressaram nas salas de prova portando equipamentos eletrônicos de pequenas dimensões que dificultavam a detecção visual. Esses dispositivos recebiam respostas transmitidas de fora do local. A segunda envolvia pessoas posicionadas próximo aos prédios de aplicação que resolviam as questões e transmitiam os gabaritos via radiofrequência ou conexão de dados móveis. A terceira operação deixou registros mais evidentes: imagens do caderno de questões circularam em grupos de mensagens durante a realização do exame, o que só seria possível com aparelhos celulares na sala.
Outro fator relevante foi a aplicação não uniforme dos detectores de metais nos locais de prova. Esse equipamento é considerado básico em concursos da área de segurança e sua ausência facilitou a entrada de dispositivos eletrônicos e aparelhos celulares nas salas de aplicação.
Próximos passos
A decisão sobre a anulação das provas ficará a cargo do Ministério Público, que conduz inquérito civil sob responsabilidade do promotor Vitor Emanuel de Medeiros Azevedo. O Instituto Avalia, banca organizadora do certame, ainda não se manifestou oficialmente sobre os acontecimentos. Novos posicionamentos devem ser divulgados nos próximos dias.
O que ainda falta acontecer
- prazo de recursos contra o gabarito preliminar
- divulgação do gabarito definitivo e das notas
- convocação para as etapas seguintes (teste físico, investigação social e demais fases previstas no edital)
O prazo de recurso
Com a prova aplicada, o recurso contra o gabarito preliminar é a última chance de recuperar ponto — e uma questão anulada costuma valer dezenas de posições na classificação. O prazo é curto e está no cronograma do edital; quem perde a data não recorre depois.
As etapas que ainda eliminam
Em Polícia Penal, a prova objetiva é só a primeira peneira. Teste físico, investigação social e avaliação psicológica derrubam candidatos que já tinham passado no conhecimento — e quem trata essas fases como formalidade é quem costuma cair nelas.
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O que o edital detalha
- Edital
- Edital de Abertura nº 002/2026 — SEAD/RN · Polícia Penal RN
- Inscrições
- 22/06 a 27/07/2026
- Etapas
- Prova ObjetivaTeste de Aptidão FísicaAvaliação PsicológicaExame ToxicológicoInvestigação SocialCurso de Formação
- Idade
- 18 a 45 anos
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