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Polícia Penal RN: fraude em prova pode resultar em anulação

Publicado em 14 de outubro de 2026

O Ministério Público do Rio Grande do Norte investiga possível fraude no concurso da Polícia Penal, após a prisão de 12 pessoas em flagrante durante a aplicação das provas em 13 de setembro. A investigação ocorre em Natal e pode levar à anulação do certame, que oferta 260 vagas para dois cargos com remuneração de até R$ 5.681,78.

260

vagas imediatas

R$ 5.681,78

salário máximo

13/09

data da prova

12

presos em flagrante

Situação do concurso

Órgão
Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte
Estado
Rio Grande do Norte
Situação
Prova aplicada
Banca
Instituto Avalia
Data da prova
13/09/2026
Vagas
260 vagas
Remuneração
Até R$ 5.681,78
Cargos
Policial Penal, Especialista em Assistência Penitenciária

O esquema de fraude

Doze pessoas foram presas durante a aplicação das provas em Natal, Mossoró, Pau dos Ferros e Caicó. Dez foram capturadas em Mossoró e duas em Natal. Segundo investigação preliminar, a operação fraudulenta funcionava em três frentes distintas.

Na primeira, candidatos entravam nas salas de prova com equipamentos minúsculos, difíceis de serem detectados a olho nu, para receber as respostas do lado de fora. A segunda envolvia uma equipe externa posicionada nos arredores dos locais de aplicação, que resolvia as questões e transmitia os gabaritos por radiofrequência ou dados móveis. A terceira deixou rastros mais visíveis: imagens do caderno de questões circularam em grupos de mensagens durante o exame, indicando que celulares entraram nas salas.

O inquérito civil também apontou falhas operacionais. Os detectores de metais, itens essenciais em concursos da área de segurança, não foram utilizados de forma uniforme nos locais de aplicação, facilitando a entrada de equipamentos proibidos.

Investigação e possíveis consequências

O Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu inquérito civil na 70ª Promotoria de Justiça de Natal, sob responsabilidade do promotor Vitor Emanuel de Medeiros Azevedo. A investigação começou um dia após a aplicação das provas e visa determinar se o certame deve ser anulado em razão das fraudes detectadas.

O Instituto Avalia, responsável pela organização do concurso, ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto. O desfecho da investigação dependerá das conclusões do Ministério Público e das medidas adotadas pela banca organizadora.

Sobre o concurso

O certame oferece 260 vagas para os cargos de Policial Penal e Especialista em Assistência Penitenciária, com salário que chega a R$ 5.681,78. As provas foram aplicadas em quatro cidades do Rio Grande do Norte, nas datas e locais previamente divulgados.

O que ainda falta acontecer

  • prazo de recursos contra o gabarito preliminar
  • divulgação do gabarito definitivo e das notas
  • convocação para as etapas seguintes (teste físico, investigação social e demais fases previstas no edital)

O prazo de recurso

Com a prova aplicada, o recurso contra o gabarito preliminar é a última chance de recuperar ponto — e uma questão anulada costuma valer dezenas de posições na classificação. O prazo é curto e está no cronograma do edital; quem perde a data não recorre depois.

As etapas que ainda eliminam

Em Polícia Penal, a prova objetiva é só a primeira peneira. Teste físico, investigação social e avaliação psicológica derrubam candidatos que já tinham passado no conhecimento — e quem trata essas fases como formalidade é quem costuma cair nelas.

Preparatório Polícia Penal do Rio Grande do Norte

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O que o edital detalha

Edital
Edital de Abertura nº 002/2026 — SEAD/RN · Polícia Penal RN
Inscrições
22/06 a 27/07/2026
Etapas
Prova ObjetivaTeste de Aptidão FísicaAvaliação PsicológicaExame ToxicológicoInvestigação SocialCurso de Formação
Idade
18 a 45 anos
Ver a análise completa do edital
Ver gabarito oficial
Polícia PenalRio Grande do NorteSEAP RNprova aplicadaInstituto Avalia

Conteúdo produzido pela redação do Monster Concursos a partir de dados públicos do certame. Confirme sempre as informações no edital oficial do órgão antes de tomar qualquer decisão.