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Polícia Penal RN: MP investiga anulação de provas

Publicado em 09 de outubro de 2026

O Ministério Público do Rio Grande do Norte instaurou investigação para apurar possível fraude no concurso da Polícia Penal RN, realizado em 13 de setembro. Doze pessoas foram presas em flagrante durante a aplicação das provas, acusadas de participar de esquema de fraude que envolvia equipamentos eletrônicos clandestinos e transmissão de gabaritos. A investigação pode resultar na anulação do certame.

260

vagas imediatas

R$ 5,7 mil

salário máximo

13/09

data da prova

12

presos em flagrante

Situação do concurso

Órgão
Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte
Estado
Rio Grande do Norte
Situação
Prova aplicada
Banca
Instituto Avalia
Data da prova
13/09/2026
Vagas
260 vagas
Remuneração
Até R$ 5.681,78
Cargos
Policial Penal, Especialista em Assistência Penitenciária

Fraude durante as provas

A Polícia Civil prendeu 12 suspeitos ao longo do domingo de aplicação das provas. Dez foram capturados em Mossoró e dois em Natal. As investigações apontam que o esquema funcionava em três frentes distintas.

A primeira envolvia equipamentos eletrônicos minúsculos introduzidos nas salas de prova, permitindo que candidatos recebessem respostas do exterior. A segunda era uma equipe posicionada nas imediações que resolvia as questões e transmitia os gabaritos por radiofrequência ou dados móveis. A terceira deixou rastros digitais: imagens do caderno de questões circularam em grupos de mensagens durante o exame, indicando que celulares foram usados dentro das salas.

Relatórios também evidenciaram uso inconsistente de detectores de metais nos locais de aplicação. Essa falha de segurança teria facilitado a entrada de equipamentos proibidos nas salas de prova.

Andamento da investigação

O Ministério Público do Rio Grande do Norte, por meio da 70ª Promotoria de Justiça de Natal, abriu inquérito civil sob responsabilidade do promotor Vitor Emanuel de Medeiros Azevedo. A investigação começou um dia após a aplicação das provas.

A decisão sobre possível anulação do concurso dependerá dos resultados da apuração. O Instituto Avalia, banca organizadora do certame, ainda não se pronunciou oficialmente sobre os desdobramentos.

Sobre o concurso

O certame oferecia 260 vagas imediatas para os cargos de Policial Penal e Especialista em Assistência Penitenciária, com remuneração chegando a R$ 5.681,78. As provas foram aplicadas em quatro cidades do estado: Natal, Mossoró, Pau dos Ferros e Caicó.

O que ainda falta acontecer

  • prazo de recursos contra o gabarito preliminar
  • divulgação do gabarito definitivo e das notas
  • convocação para as etapas seguintes (teste físico, investigação social e demais fases previstas no edital)

O prazo de recurso

Com a prova aplicada, o recurso contra o gabarito preliminar é a última chance de recuperar ponto — e uma questão anulada costuma valer dezenas de posições na classificação. O prazo é curto e está no cronograma do edital; quem perde a data não recorre depois.

As etapas que ainda eliminam

Em Polícia Penal, a prova objetiva é só a primeira peneira. Teste físico, investigação social e avaliação psicológica derrubam candidatos que já tinham passado no conhecimento — e quem trata essas fases como formalidade é quem costuma cair nelas.

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O que o edital detalha

Edital
Edital de Abertura nº 002/2026 — SEAD/RN · Polícia Penal RN
Inscrições
22/06 a 27/07/2026
Etapas
Prova ObjetivaTeste de Aptidão FísicaAvaliação PsicológicaExame ToxicológicoInvestigação SocialCurso de Formação
Idade
18 a 45 anos
Ver a análise completa do edital
Ver gabarito oficial
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Conteúdo produzido pela redação do Monster Concursos a partir de dados públicos do certame. Confirme sempre as informações no edital oficial do órgão antes de tomar qualquer decisão.